No contexto do Velho Testamento, o conceito de monoteísmo (a crença
estrita de que existe apenas um Deus) evoluiu, com muitos profetas focando
inicialmente na monolatria (adoração exclusiva de Javé, sem negar a existência
de outros deuses pelas nações vizinhas) antes de chegarem ao monoteísmo
absoluto
Os profetas e
figuras que defenderam fervorosamente a adoração de um único Deus
(monoteísmo/monolatria) incluem:
·
Elias: Ficou conhecido por sua luta
ferrenha contra o culto a Baal, demonstrando a ineficácia dos deuses falsos e a
superioridade de Javé (1 Reis 18)
·
Isaías (especialmente o Dêutero-Isaías): Fundamental
na consolidação do monoteísmo universal. Ele enfatiza que Javé é o único
Criador e não há outro Deus além dele (Isaías 40-55)
·
Jeremias: Pregou a exclusividade de Javé
e a falsidade dos ídolos em um momento crítico antes do exílio babilônico
·
Ezequiel: Profeta do exílio que reafirmou
a santidade e a exclusividade do Deus de Israel, preparando o povo para o
reconhecimento universal de Javé
·
Amós: Destacou a justiça social e a
exigência de adoração exclusiva a Javé, rejeitando o sincretismo religioso
·
Oséias: Usou a analogia do casamento
para ilustrar a infidelidade de Israel ao cultuar outros deuses, defendendo o
monoteísmo ético
Embora a crença em
um único Deus tenha sido estabelecida desde cedo por figuras como Abraão (o
primeiro patriarca), ela se consolidou como monoteísmo puro através dos
profetas ao longo da história de Israel, especialmente com a influência do
exílio
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