A explicação unicista (ou modalista) para a frase de Jesus em João 17:5
— “Pai, glorifica-me contigo mesmo, com a glória que eu tinha contigo
antes que o mundo existisse” — baseia-se na ideia de que Jesus
não é uma segunda pessoa distinta da Trindade, mas o único Deus (o Pai)
manifestado em carne
Aqui está a
interpretação detalhada sob essa perspectiva:
1. A Glória é Divina, Não de uma "Segunda Pessoa"
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O Pai e o Filho são um: Na teologia
unicista, o Pai é o espírito eterno (a essência divina), e o Filho é a
humanidade de Jesus, na qual essa essência habitou
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A Glória é do Único Deus: Quando Jesus
pede "a glória que eu tinha contigo", Ele não está falando de duas
pessoas conversando. A interpretação é que o Jesus humano (o Filho) está
pedindo para manifestar novamente a glória, majestade e poder que o único Deus
(Pai) sempre teve desde a eternidade
2. "Antes da Fundação do Mundo" (Preexistência no Plano)
·
Preexistência no plano, não na forma humana: Unicistas
interpretam que Jesus, como homem, não existia fisicamente antes de nascer de
Maria. No entanto, o Verbo (a Palavra, o plano de Deus de se
encarnar) existia desde a eternidade .
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Glória como Deus: A glória que Jesus tinha
"antes que o mundo existisse" é a própria glória da Divindade, pois
Deus (Pai) é eterno e sua glória também .
3. A Glorificação é a "Exaltação" do Homem Jesus
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Jesus se torna o mediador: Após
finalizar sua obra na terra, o Filho (a humanidade de Jesus) é exaltado e
"recebe" de volta a plena manifestação da glória que o Pai sempre
teve
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Exaltação do nome de Jesus: Essa passagem
é conectada a Filipenses 2:9, onde Deus exalta o nome de Jesus acima de todos
Resumo da Perspectiva Unicista
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Pai: O Deus Invisível e Eterno.
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Filho: O Deus Visível, encarnado (a
"carne").
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A Frase: É o Jesus humano pedindo que a
sua divindade interior (o Pai) revele a plenitude do seu poder divino, unindo
novamente a natureza humana à glória inefável de Deus
Esta perspectiva
difere da visão Trinitária tradicional, que vê o Filho como uma pessoa coeterna
e distinta do Pai, preexistindo literalmente na forma de Deus.
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