Sabélio (activo no início do século III d.C.) foi um influente teólogo e presbítero cristão, provavelmente nascido na Líbia ou no Egito, famoso por defender uma doutrina conhecida como Sabelianismo ou Modalismo.
Ele viveu e ensinou em Roma por volta de 215-220 d.C., onde sua teologia ganhou destaque antes de ser condenada como heresia pela Igreja.
Aqui estão os pontos principais sobre quem foi Sabélio e seus ensinamentos:
1. Quem foi Sabélio?
- Teólogo Modalista: Sabélio foi o principal proponente do monarquianismo modalista, uma tentativa de preservar o monoteísmo estrito (um só Deus).
- Opositor da Trindade: Ele rejeitava a ideia de que Deus existe em três pessoas distintas (Pai, Filho e Espírito Santo), como definido pelo dogma da Santíssima Trindade.
- Excomunhão: Seus ensinamentos foram considerados heréticos, e ele foi excomungado pelo Papa Calixto I por volta de 220 d.C..
2. O que ensinava (Sabelianismo/Modalismo)
- Deus é um só: Sabélio argumentava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três pessoas, mas três "modos", "máscaras" (prosopa), ou "aspectos" pelos quais o único Deus se manifesta.
- Manifestações Sucessivas: Deus se manifesta em etapas: Pai na criação/lei, Filho na encarnação/redenção, e Espírito Santo na regeneração/santificação.
- Patripassianismo: A doutrina implicava que, se o Filho era o Pai, então o próprio Pai sofreu na cruz, o que gerou forte oposição, especialmente de Tertuliano.
3. Obras de Sabélio
Nenhum escrito ou obra original de Sabélio sobreviveu até aos dias de hoje.
O conhecimento sobre seus ensinamentos vem quase exclusivamente de seus oponentes e críticos da época, como:
- Hipólito de Roma: Em sua obra Philosophumena (Refutação de todas as heresias).
- Tertuliano: Que escreveu Adversus Praxeas(Contra Práxeas), combatendo ideias similares.
- Dionísio de Alexandria: Que escreveu cartas refutando o sabelianismo na Líbia.
Em resumo, Sabélio foi um defensor do monoteísmo absoluto que reduziu a distinção entre as pessoas da Trindade a meras máscaras ou formas de atuação divina, sendo sua doutrina condenada pela Igreja antiga.

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